Um espaço
para ti.
Sem máscaras.
Poucas pessoas de cada vez. Sais de cada sessão com uma coisa concreta para fazer, e na seguinte vemos se aconteceu, sem dramas.

A conversa que andas a adiar já está a custar‑te alguma coisa.
Custa-te a ti. E custa a quem lida contigo todos os dias, a quem anda a adivinhar o que tu não dizes. Custa nas decisões que ficam em cima da mesa, semana após semana. E custa-te as horas que passas a ensaiar por dentro uma conversa que lá fora durava dez minutos.
Por onde as pessoas costumam entrar.
O tema trazes tu. Entram por sítios diferentes e, ao fim de umas sessões, estamos quase sempre a trabalhar a mesma coisa por baixo.
Adiamento
O que se sabe que é preciso fazer, e não se faz.
Limites e culpa
Dizer não, e o que aparece a seguir.
Crítica interna
A voz que avalia antes de qualquer outra pessoa.
Esgotamento
Quando o descanso deixou de repor.
Autossabotagem
O que trava exactamente quando ia resultar.
Validação
Precisar que confirmem para saber que está bem.
Identidade e trabalho
Quando o que fazes passou a ser quem és.
Padrões relacionais
A mesma relação, com pessoas diferentes.
Nenhum destes nomes é um diagnóstico, e dar nome a uma coisa ainda não mexe nela.

Trabalho contigo, e a tua parte não a faço eu.
Eu trago o método, a leitura e as perguntas que tu não te fazes. Tu trazes a matéria, e fazes o que tem de ser feito entre uma sessão e a outra, que é onde a coisa acontece. Por vezes posso dizer as coisas de forma mais seca do que gostavas. Tento que não, juro, mas digo, e com respeito. O método chama-se RACE, são quatro tempos que passam por todas as sessões, e está explicado no Método.
- Primeiro
Uma conversa
Trinta minutos, gratuitos. Serve para eu perceber com o que chegas e para tu perceberes como trabalho, e no fim digo-te se acho que consigo ajudar. E não tens de vir com cara de quem está bem.
- Depois
Âmbito e cadência
Fica escrito o que vamos trabalhar e quantas sessões, com uma cadência que não te deixa cair entre uma e outra. Menos de seis a oito sessões não aceito, porque não dá tempo a nada acontecer duas vezes.
- A meio
Revisão
Uma revisão escrita contra o que trouxeste na primeira conversa. Se o trabalho foi parar a outro lado, decidimos isso em voz alta, e não por inércia.
- No fim
Sessão de fecho
O processo tem fim, e o fim é uma sessão marcada, com o que mudou e o que ficou em aberto em cima da mesa.
Há coisas que precisam do tempo delas e não se apressam. A decisão de assumires a tua parte é diferente, pode ser hoje, e quase sempre é a partir dela que o resto começa a andar.
E pelo caminho vão acontecendo coisas pequeninas que contam. Uma conversa que finalmente tiveste. Um não. Uma noite inteira a dormir.

Terapia e isto
Há quem faça as duas coisas ao mesmo tempo. A terapia tem um alcance que o meu trabalho não tem, e eu não me meto no dela. Aqui o foco é o que fazes esta semana, e se estiveres em terapia, o que registas comigo também te pode servir lá.
Não substitui acompanhamento psicológico. Quando o que trazes é clínico, digo-to e encaminho, e trabalho com psicólogas e psicólogos inscritos na Ordem para saber onde está a linha.
Para quem é, e para quem não é
É para ti se resolves sempre o dos outros primeiro, se andas há anos a adiar a mesma conversa, ou se me descreves o problema em linguagem de gestão e vê-se à légua que não é de gestão.
Não é para ti se procuras um diagnóstico, colo, ou alguém que decida por ti. Uma pessoa com quem trabalhei escreveu-o melhor do que eu: "o coaching não faz o trabalho por nós."
Vais continuar a sentir o mesmo impulso, isso não desaparece, só deixa de ser ele a decidir. E se me disseres que não tens nada para mudar, óptimo, juro. Então não tens nada a fazer comigo.
O que costuma deixar de acontecer: ter a mesma conversa contigo todas as semanas, sem nunca a teres com a pessoa certa.
Uma coisa concreta que passou a acontecer numa pessoa com quem trabalhei.
Deixei de me identificar com o trabalho e com o fato que uso, e comecei a olhar para quem está dentro dele. Hoje trato as pessoas como pessoas, e só depois vem o resto. Já não formo empregados de mesa, formo pessoas que usam a hospitalidade para dar uma experiência ao cliente.
Uma conversa
Trinta minutos, gratuitos. Serve para eu perceber com o que chegas e para tu perceberes como trabalho, e no fim digo-te se acho que consigo ajudar. E não tens de vir com cara de quem está bem.