O custo não aparece na folha de cálculo.
Decisões que ficam para a semana seguinte, e depois para a outra. A mesma conversa três vezes, sem chegar a lado nenhum. Gente competente a gastar metade da energia a gerir o que não se diz. A formação em comunicação dá vocabulário, e dá jeito. Mas numa sala tensa as palavras certas não saem, mesmo a quem as sabe todas, e é por aí que eu começo.
Antes de trabalhar com equipas desta maneira, passei quinze anos a liderá-las, na Siemens e na Nokia. Sei o que é estar numa sala onde toda a gente concorda e sair de lá sem nada verdadeiramente decidido.
O que costuma deixar de acontecer: as decisões param de andar para trás, e o que se diz na sala passa a ser o que se pensa nela.

Programas para equipas
Reuniões que acabam com toda a gente de acordo e nada decidido, tensões que ninguém nomeia, trabalho refeito porque alguém percebeu outra coisa. É com o que está por baixo disso que trabalho com equipas.
Os nomes que isto costuma ter numa equipa.
Os sintomas mudam de nome de equipa para equipa, e o trabalho por baixo quase não muda.
Conflito evitado
Conversas que toda a gente sabe que faltam.
Decisão e responsabilidade
Quando não é claro a quem cabe decidir.
Alinhamento aparente
Toda a gente concorda na sala, e nada muda depois.
Esgotamento de equipa
Pessoas competentes a render metade.
Cultura de feedback
O que se diz sobre alguém, e não a alguém.
Não é sobre ter reuniões melhores.É sobre o que acontece depois delas.
Há equipas que saem de uma reunião com tudo aparentemente resolvido. Até chegar a segunda-feira e perceberem que cada pessoa saiu com uma interpretação diferente.
O trabalho começa quando aquilo que ficou por dizer finalmente entra na conversa. E só faz diferença se, depois, alguém decidir, assumir a sua parte e fizer alguma coisa diferente.

- Como
O que se passa na vossa equipa
Trabalha-se o que está a acontecer ali, com a equipa toda na sala, e é por isso que as sessões custam um bocadinho. Ninguém está a falar de uma empresa inventada.
- Sobre o quê
Primeiro baixa‑se a temperatura. Só depois se decide.
A mesma ordem do trabalho individual, o RACE, numa sala com objectivos comuns. Baixar a temperatura antes de decidir, ver a parte que cabe a cada um, perceber o que cada um anda a proteger, e sair com compromissos que se possam verificar.
- O que fica
Material e acompanhamento
Um caderno de prática, umas ferramentas de referência, e passado um mês uma sessão de acompanhamento para ver o que pegou e o que ficou pelo caminho.
- Formato
Turmas pequenas
Até dezasseis pessoas, em sessões de meio dia. O formato e as datas acertam-se depois de uma conversa de alinhamento, porque dependem da vossa operação e não do meu programa. Em português, inglês ou espanhol.
O que isto não é
Quem procura motivação ou um dia de team building vai sair desiludido. E se durante o trabalho aparecer alguma coisa clínica com alguém da equipa, falo com essa pessoa em privado e encaminho-a.

Uma coisa concreta que passou a acontecer numa pessoa com quem trabalhei.
Tomei consciência de que não podia ter sucesso em tudo. Terminei uma fase de cada vez, e tudo flui.
O que é que a vossa equipa anda a evitar discutir?
Podemos começar por uma conversa para perceber o que está a acontecer, o que já tentaram resolver e se faz sentido trabalharmos juntos.