EMPRESAS

O custo não aparece na folha de cálculo.

Decisões que ficam para a semana seguinte, e depois para a outra. A mesma conversa três vezes, sem chegar a lado nenhum. Gente competente a gastar metade da energia a gerir o que não se diz. A formação em comunicação dá vocabulário, e dá jeito. Mas numa sala tensa as palavras certas não saem, mesmo a quem as sabe todas, e é por aí que eu começo.

Antes de trabalhar com equipas desta maneira, passei quinze anos a liderá-las, na Siemens e na Nokia. Sei o que é estar numa sala onde toda a gente concorda e sair de lá sem nada verdadeiramente decidido.

O que costuma deixar de acontecer: as decisões param de andar para trás, e o que se diz na sala passa a ser o que se pensa nela.

Sala de reunião vazia, cadeiras afastadas, luz de fim de tarde.

Programas para equipas

Reuniões que acabam com toda a gente de acordo e nada decidido, tensões que ninguém nomeia, trabalho refeito porque alguém percebeu outra coisa. É com o que está por baixo disso que trabalho com equipas.

01O QUE SE TRABALHA

Os nomes que isto costuma ter numa equipa.

Os sintomas mudam de nome de equipa para equipa, e o trabalho por baixo quase não muda.

  1. Conflito evitado

    Conversas que toda a gente sabe que faltam.

  2. Decisão e responsabilidade

    Quando não é claro a quem cabe decidir.

  3. Alinhamento aparente

    Toda a gente concorda na sala, e nada muda depois.

  4. Esgotamento de equipa

    Pessoas competentes a render metade.

  5. Cultura de feedback

    O que se diz sobre alguém, e não a alguém.

Não é sobre ter reuniões melhores.É sobre o que acontece depois delas.

Há equipas que saem de uma reunião com tudo aparentemente resolvido. Até chegar a segunda-feira e perceberem que cada pessoa saiu com uma interpretação diferente.

O trabalho começa quando aquilo que ficou por dizer finalmente entra na conversa. E só faz diferença se, depois, alguém decidir, assumir a sua parte e fizer alguma coisa diferente.

João Costta, de camisa preta e braços tatuados, encostado a uma parede escura.
02
  • Como

    O que se passa na vossa equipa

    Trabalha-se o que está a acontecer ali, com a equipa toda na sala, e é por isso que as sessões custam um bocadinho. Ninguém está a falar de uma empresa inventada.

  • Sobre o quê

    Primeiro baixa‑se a temperatura. Só depois se decide.

    A mesma ordem do trabalho individual, o RACE, numa sala com objectivos comuns. Baixar a temperatura antes de decidir, ver a parte que cabe a cada um, perceber o que cada um anda a proteger, e sair com compromissos que se possam verificar.

  • O que fica

    Material e acompanhamento

    Um caderno de prática, umas ferramentas de referência, e passado um mês uma sessão de acompanhamento para ver o que pegou e o que ficou pelo caminho.

  • Formato

    Turmas pequenas

    Até dezasseis pessoas, em sessões de meio dia. O formato e as datas acertam-se depois de uma conversa de alinhamento, porque dependem da vossa operação e não do meu programa. Em português, inglês ou espanhol.

03O QUE NÃO FAÇO

O que isto não é

Quem procura motivação ou um dia de team building vai sair desiludido. E se durante o trabalho aparecer alguma coisa clínica com alguém da equipa, falo com essa pessoa em privado e encaminho-a.

Tudo a que me obrigo está em Limites →

AGENDAR UMA CONVERSA DE ALINHAMENTO

04
Livros empilhados e um caderno aberto sobre uma mesa de madeira, com luz lateral.

Uma coisa concreta que passou a acontecer numa pessoa com quem trabalhei.

Tomei consciência de que não podia ter sucesso em tudo. Terminei uma fase de cada vez, e tudo flui.
Daniela S. · CEO · Consultoria em Saúdeter sucesso em tudo ao mesmo tempodesactivado

O que é que a vossa equipa anda a evitar discutir?

Podemos começar por uma conversa para perceber o que está a acontecer, o que já tentaram resolver e se faz sentido trabalharmos juntos.

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