
Não é a explicação que muda alguma coisa.
Isto é o modelo com que trabalho, e o que ele faz. Se chegaste aqui pelo antivírus, começa pelo simulador.
Uma imagem, não um mecanismo.
Falo em sistema, em processos e em antivírus porque é a imagem que mais rapidamente se percebe. Não é o que acontece no cérebro de ninguém.
O que existe são hábitos que se instalaram porque resultaram, e que continuam a disparar sem serem chamados. A imagem serve para pensar. Não serve para diagnosticar.
Marca os que estiverem a correr em ti neste momento.
Marca os que estiverem a correr em ti neste momento. Ninguém vê isto, e nada fica registado.
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das dez formas de te protegeres, estas continuam ligadas
Nenhuma destas te ocorreu agora. Já cá estavam antes de abrires esta página.
Nenhum marcado. Pode ser mesmo assim, e isso também é uma resposta.
Isto não é um teste e não há resultado certo. É só o que tu reconheceste.
Se alguma coisa aqui te tocou de perto, pede ajuda. Fala com alguém em quem confies, e partilha o que realmente vai dentro de ti, com verdade. É isso que quebra o loop negativo, limitativo, e em alguns casos destrutivo contra ti.
Se não tiveres ninguém com quem sintas essa confiança, há linhas de apoio que atendem todos os dias. Nunca desistas de ti.
E, não menos importante, procura acompanhamento profissional. Há coisas que não se resolvem sem ajuda, nem numa conversa honesta com quem te é próximo.
Pedir ajuda não tem estigma nenhum, e não diz nada de mau sobre ti. Diz que estás a levar isto a sério. Eu próprio fiz, faço, e continuarei a fazer.
Compreender não é desculpar. Consciência não é mudança.
E saber de onde vem não chega, se continuas a fazer exactamente o mesmo. É por isso que o trabalho tem quatro tempos e nenhum deles é opcional.
Regular
Antes de resolver o que quer que seja pela cabeça, trabalha-se o estado. Que emoção é exactamente esta, com que intensidade, onde a sentes, e como está a influenciar o que estás a ver e a decidir.
Assumir
Sair do lugar de quem sofre a situação e entrar no de quem tem parte nela. Não é procurar culpados. É encontrar a tua parte, porque é aí que existe margem para mudar.
Clarificar
O que estás a acreditar aqui. O que estás a tentar proteger. Isto continua a ser verdade. Isto continua a servir-te. Crenças, valores, interpretações, necessidades, padrões.
Executar
Um acto concreto, com data. Não uma intenção. Uma coisa que aconteceu ou não aconteceu, e que se verifica na sessão seguinte.
Aquilo que hoje te limita começou por tentar proteger alguma coisa.
Pertença, segurança, aprovação, controlo, previsibilidade. Funcionaram suficientemente bem para ficares com elas, e ninguém guarda o que nunca serviu. A questão não é destruí-las. É perceber se ainda precisas delas.
E há um efeito lateral que passa despercebido: quanto mais leste, mais cursos fizeste, mais podcasts ouviste, mais clara ficou a explicação. Só que a explicação não é a mudança. Nada disso foi desperdiçado. O que costuma faltar é o sítio onde tudo isso aterra todos os dias.
Três coisas ditas em voz alta.
Ninguém chega aqui a saber o nome do que tem. Não te preocupes em arrumar o que sentes numa categoria. Basta reconheceres-te numa destas linhas. E ainda que não seja em nenhuma, isso também é informação.
Não é para me provares nada. É para veres, com dados teus e não com a minha opinião, se aquele padrão ainda tem a força que tu achas que tem. Às vezes tem. Muitas vezes não tem, e nunca ninguém foi verificar.
Isto explica. Não resolve.
A explicação chega em duas ou três sessões. A mudança demora mais, porque tem de passar por situações reais.
