João Costta
João Costta
LIMITES

Ninguém me obriga a nada disto.

Coaching não é uma profissão regulada em Portugal. Como não há regulador, escrevo aqui a que é que me obrigo por vontade própria, e onde é que paro.

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O QUE A LEI DIZ

O que a lei diz, e o que não diz.

Os títulos de coach, mentor e supervisor não estão protegidos. Qualquer pessoa os pode usar. Não há exigência legal de formação, não há supervisão obrigatória, e não há entidade que possa impedir alguém de continuar a trabalhar.

Isto não diz nada sobre quem trabalha bem, e há muita gente boa nesta profissão. Diz que o trabalho de distinguir fica todo do teu lado, e que ninguém te ajuda a fazê-lo.

Quem adere a um código de ética nesta profissão fá-lo porque quer. Fora da ilegalidade, não há consequência nenhuma para quem não adere. É por isso que o que vem a seguir tem algum valor.

A QUE ME OBRIGO

A que me obrigo.

  • FORMAÇÃO

    Certificação em coaching pela Be Coach, com Jorge Coutinho, em 2023. Certificação em inteligência emocional com Paulo Moreira, em 2024.

  • CÓDIGO DE ÉTICA

    Podes lê-lo aqui, em português.

  • SUPERVISÃO DE CASOS

    Com Jorge Coutinho, uma sessão por trimestre. É onde levo os casos difíceis, as dúvidas de fronteira, e os sítios onde não sei se estou a fazer bem.

  • REVISÃO DE CONTEÚDO

    O que escrevo sobre inteligência emocional é revisto por Paulo Moreira. O que escrevo sobre neurociência é revisto por Sylvia Pabst. Nada de conteúdo científico sai daqui sem passar por eles.

  • FORMAÇÃO CONTINUADA

    Continuo em formação, em coaching, inteligência emocional e neurociência. Tenho formação em curso que não anuncio até estar concluída.

  • CONFIDENCIALIDADE

    O que se diz nas sessões não sai das sessões. As excepções são as que a lei impõe, e estão no acordo que assinamos antes de começar.

  • REGISTOS

    Guardo notas das sessões durante o processo e nos doze meses seguintes. Depois disso são destruídas.

GRAVAÇÃO E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

As sessões só são gravadas se disseres que sim.

Uso uma ferramenta que grava a sessão e gera uma transcrição. O que fica é o texto, comigo, pelo prazo acima. A transcrição é feita por um serviço automático com servidores fora da União Europeia.

Por isso a gravação só acontece com a tua autorização escrita, e é pedida antes de começarmos. Se preferires que não, a sessão acontece na mesma, e eu tomo notas à mão.

ONDE ACABA O QUE EU FAÇO

Onde acaba o que eu faço.

Trabalho com emoções, corpo, crenças, valores, padrões de comportamento e a sua origem. Nada disto é acto reservado a ninguém.

Não faço avaliação psicológica, diagnóstico nem tratamento de perturbação. Não faço, não reivindico, e colaboro com psicólogas e psicólogos quando o território é deles. A fronteira não é a profundidade, é o acto reservado.

Quando percebo que o que trazes é clínico, digo-to na sessão em que perceber, e encaminho.

SE CORRER MAL, OU SE QUISERES SAIR

Podes parar quando quiseres.

Não tens de explicar porquê. As sessões pagas e não usadas são devolvidas, se pedires. Se preferires deixá-las para quando fizer sentido voltar, ficam, e não há prazo.

Remarcações até vinte e quatro horas antes da sessão. Faltas sem aviso contam como sessão dada.

Se estiveres no registo e mudares de ideias, escreves e sai no mesmo dia. Sem prazo e sem explicação.

Se achares que agi mal, diz-mo primeiro a mim, por escrito, e respondo por escrito. Não há regulador a quem te queixares nesta profissão, e é precisamente por isso que a resposta tem de vir de mim.

E DEPOIS DISTO

Se isto te pareceu de mais, é porque quase ninguém o faz.

Nada aqui me obriga a nada. Escrevi para saberes o que estás a comprar, e para me poderes cobrar.

PEDIR UMA CONVERSA

SE PRECISARES DE FALAR COM ALGUÉM

Se alguma coisa aqui te tocou de perto, pede ajuda. Fala com alguém em quem confies, e partilha o que realmente vai dentro de ti, com verdade. É isso que quebra o loop negativo, limitativo, e em alguns casos destrutivo contra ti.

Se não tiveres ninguém com quem sintas essa confiança, há linhas de apoio que atendem todos os dias. Nunca desistas de ti.

E, não menos importante, procura acompanhamento profissional. Há coisas que não se resolvem sem ajuda, nem numa conversa honesta com quem te é próximo.

Pedir ajuda não tem estigma nenhum, e não diz nada de mau sobre ti. Diz que estás a levar isto a sério. Eu próprio fiz, faço, e continuarei a fazer.

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